Se você possui uma indústria em São Paulo, seja uma metalúrgica, uma fábrica de plásticos ou uma blindadora, existe uma grande chance de o seu fluxo de caixa estar menor do que deveria. E o motivo não é falta de vendas, mas sim excesso de pagamentos indevidos.
O sistema tributário brasileiro é um labirinto. No regime não-cumulativo (PIS/COFINS, IPI, ICMS), a regra é clara: tudo o que você gasta para produzir deve gerar um crédito para abater o imposto da venda.
Porém, por conservadorismo ou desconhecimento, muitas contabilidades deixam de lançar esses créditos. Elas lançam despesas essenciais como “custo operacional” e não como “insumo produtivo”. O resultado? Você paga o boleto do imposto “cheio”, deixando dinheiro na mesa que poderia ser reinvestido na fábrica.
A Recuperação de Créditos Tributários não é mágica; é uma auditoria técnica. Neste artigo, a Gonçalves Contabilidade mostra onde esse dinheiro costuma estar escondido e como trazê-lo de volta para o seu caixa de forma administrativa e segura.
O dinheiro escondido na sua escrita fiscal
O erro mais comum na indústria paulista é a subaproveitamento de créditos. O contador tradicional lança apenas a matéria-prima óbvia (o aço, o plástico) como geradora de crédito. Mas a produção moderna envolve muito mais do que isso.
O conceito de “Insumo” para o STJ e a expansão dos créditos
Até 2018, a Receita Federal tinha uma visão restritiva sobre o que era insumo. Mas o jogo mudou. O STJ definiu o conceito amplo de insumo para créditos de PIS/COFINS (Tema 779).
A decisão estabeleceu que insumo é tudo aquilo que é essencial e relevante para o processo produtivo. Se sem aquele item a sua produção para ou perde qualidade, ele gera crédito. Isso abriu uma “avenida” de oportunidades para revisar os últimos 5 anos da sua contabilidade.
Principais oportunidades de recuperação para Indústrias
Onde costumamos encontrar os maiores valores a recuperar nas nossas auditorias?
Energia Elétrica na produção
A energia elétrica consumida na fábrica gera crédito de PIS/COFINS e ICMS. Muitas empresas tomam o crédito parcial ou nem tomam, por medo de não saberem separar o que é fábrica do que é escritório. Com um laudo técnico simples, é possível recuperar valores expressivos dessa conta que nunca para de subir.
Fretes e Armazenagem
Gastos com fretes de produtos acabados (venda), fretes de insumos (compra), aluguéis de galpões de armazenagem e até despesas portuárias podem gerar créditos. Para indústrias que importam componentes, como no caso de indústrias específicas como blindadoras que trazem vidros e mantas, a revisão das despesas de importação e armazenagem é uma mina de ouro.
Equipamentos de Proteção (EPIs) e Peças de reposição
Luvas, óculos, botas de segurança. Peças de reposição de máquinas, óleos lubrificantes, ferramentas de corte. Tudo isso é essencial para a produção? Sim. Então, gera crédito. Muitas empresas lançam isso como “Material de Uso e Consumo” (sem crédito), quando deveriam lançar como Insumo (com crédito).
Como funciona o processo: Revisão Administrativa (Sem processo judicial)
Muitos empresários têm medo de “processar a Receita”. A boa notícia é que a Recuperação de Créditos moderna é 90% administrativa.
- Diagnóstico: Analisamos seus arquivos XML e SPEDs dos últimos 5 anos.
- Identificação: Cruzamos os dados com a legislação atual e decisões do STJ para achar créditos não utilizados.
- Retificação e Pedido: Retificamos as obrigações acessórias e fazemos o pedido eletrônico (PER/DCOMP).
Esse processo é vital para quem opera no Lucro Real. Se você ainda tem dúvidas se está no regime certo para aproveitar esses benefícios, vale a pena rever nosso comparativo entre regimes tributários.
Conclusão: Transforme imposto pago em investimento
Recuperar créditos tributários é injetar liquidez na veia da empresa. É um dinheiro que já era seu, mas ficou retido no governo por erro de escrituração.
Em um cenário econômico desafiador, e com as incertezas das mudanças da Reforma Tributária se aproximando, fazer caixa agora é a melhor estratégia de defesa.
A Gonçalves Contabilidade realiza esse diagnóstico sem custo inicial de risco. Nós auditamos, encontramos o dinheiro e ajudamos sua indústria a crescer.
FAQ: Perguntas Frequentes
A Receita Federal devolve o dinheiro em conta?
R: Sim, mas o mais comum e rápido é a “Compensação”. Em vez de esperar o depósito em dinheiro (que pode demorar), usamos o crédito aprovado para pagar os impostos que vão vencer no mês seguinte (PIS, COFINS, IRPJ, CSLL, INSS). Você para de tirar dinheiro do caixa para pagar imposto até consumir todo o crédito.
Posso recuperar créditos dos últimos 5 anos?
R: Sim. O prazo prescricional tributário é de 5 anos (60 meses). Podemos revisar toda a contabilidade desse período. O que passou de 5 anos está perdido. Por isso, a urgência em começar a revisão hoje.
Existe risco de fiscalização ao pedir recuperação?
R: O risco existe apenas se o pedido for infundado ou aventureiro. Quando a recuperação é baseada em notas fiscais idôneas, jurisprudência do STJ e escrituração correta (Compliance), é um direito do contribuinte. A Receita Federal tem 5 anos para homologar, mas o uso do crédito pode ser imediato após o pedido.



